quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ser pedestre em São Paulo.




Estou fazendo um trabalho na LOWE.
Saio da Rua Alves Guimarães em Pinheiros e vou a pé até a Gomes de Carvalho.
Gasto por volta de 55 minutos no trajeto.
De carro, na hora do rush, o tempo gasto fica entre 30 e 50 minutos dependendo do transito.
A queixa é em relação as calçadas que variam de regulares á péssimas.

Den Haag Centraal - Os holandeses fazem parecer fácil.




É simples: para solucionar o transito em São Paulo o que precisamos é a criação de ciclovias e transporte público eficiente. Milhões de paulistas irão pegar suas bicicletas até as estações centrais que interligarão as várias modalidades de transporte - como trem, metros, ônibus.
Só mesmo as elites burras e predatórias não vêem o óbvio. Se não tivesse a foto seria difícil acreditar. Com a foto, para provar, vemos que a solução para o caos paulista é na verdade simples.
Bicicletas e transporte público. Aqui, como diz a Renata Falzoni, as bikes ainda são tratadas como diversão, quase um brinquedo que você usa nos fins de semanas.
Deveria ter uma lei que para cada vaga de carro estabelecimentos, incluindo os prédios residenciais deveriam ter uma vaga para bicicleta. Talvez por um tempo elas fiquem vazias mas o futuro é a bike.
Os holandeses fazem parecer fácil.
Den Haag, em português Haia é a terceira maior cidade nos Países Baixos depois de Amsterdam e Roterdam. O prédio da estação também é digno de menção. Bonito e funcional, não como a estão do Tietê que é feia e complicada.

Calçadas de Amsterdam.




O que mais me chamou atenção em Amsterdam (além é claro de que lá a maconha e a prostituição são completamente legais) é a prioridade dada às calçadas. Na maioria das ruas o espaço destinado às calçadas e às ciclovias é maior que o destinado aos carros.
A rua desta foto é o exemplo perfeito de como o tamanho das ruas é uma questão de prioridade e planejamento. Da direita para a esquerda temos uma calçada, uma ciclovia, uma calçada central, uma única faixa para autos e a esquerda uma outra grande calçada. A ausência de degraus também impressiona. O trabalho feito na Cardeal Arcoverde se asemelha ao que vemos aqui, mas faltou muita coisa, principalmente enterrar os postes que ocupam espaço demais e enfeiam a cidade. Compare isso com a Avenida Santo Amaro.
A opinião deste urbanista frustrado é que em São Paulo o único jeito de melhorar o transito, ao invés de fazer mais ruas, é diminuir o tamanho das ruas e abrir novas calçadas e ciclovias.
Na verdade o que devemos fazer é colocar o carro em seu devido lugar, atrás do pedestre e do ciclista. Cidadania básica.
Prometo um post mostrando alguns exemplos de calçadas que violam o direito de ir e vir do cidadão paulista.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Poste banheiro de Amsterdam




Senhor prefeito de São Paulo por que não temos um monte desses em São Paulo?
Os primeiros direto para a praça da Sé. Ou será que a sociedade brasileira é hipócrita ao ponto de ficar chocada com um banheiro assim? Complemento ideal para a Lei Cidade Limpa - também limpa de xixi no chão.
Em Amsterdam também há banheiros daqueles em que você entra, mas esse tipo procura atender aquele sujeito que diante de uma fila de 3 meninas usaria o poste. Então por que não um poste banheiro?
Queremos banheiros públicos em São Paulo. Começando pelo poste banheiro que é barato e de fácil instalação.

sábado, 9 de agosto de 2008

Impressões do urbanismo europeu.


Acabo de chegar da Europa. Os próximos "posts" mostrarão principalmente minhas impressões sobre a arquitetura e o urbanismo praticados em Paris e Amsterdam.
Nesta foto temos um exemplo perfeito de como os Europeus encaram o urbanismo. Vemos, um ao lado do outro, um banheiro público e um estacionamento de Velib - as bicicletas públicas de Paris. Sobre essas bicicletas farei outros "posts". A idéia aqui é apenas mostrar como a coisa pública é pensada.

Obra prima de Oswaldo Bratke


Foi durante uma entrevista com o ambientalista Prof. Paulo Nogueira Neto que conheci essa linda casa de Oswaldo Bratke. A entrada da casa já mostrava que se tratava de uma implantação diferenciada. O muro e jardim garantem a privacidade sem criar uma prisão.
Comecei a elogiar a casa para os amigos que estavam comigo, dizendo que se tratava de uma belíssima obra modernista. Toda original e muito bem conservada. Quando o proprietário confirmou se tratar de uma obra de Oswaldo Bratke tudo ficou claro.



O hall de entrada tem chão de mosaico criado por Ademir Martins.




E parede com painel de azulejos que me lembram Athos Bulcão.
A casa lembra a Residência Oscar Americano, só menor e mais simples. Dois blocos, um com os quartos e outro com as salas e cozinha, ligados por um hall de entrada.




A foto da chaminé que mostra a influência de Frank Lloyd Wright na arquitetura de Bratke.
O mais incrível é que fiquei sabendo que a casa tem um Bunker Nuclear!

Primeiro Post - como nasceu este blog.



Foi durante uma visita a esta casa que resolvi finalmente inaugurar meu "Blog do Arquiteto Frustrado". A construção me cativou de tal forma que na hora já pensei que esse seria o meu primeiro "post". Eu precisava dividir a emoção com outros amantes da arquitetura.
Bem na frente da casa modernista havia uma mansão Neoclássica com muros gigantes e uma implantação desproporcional que valorizava ainda mais a beleza da obra de Bratke (prometo uma foto do monstro em outro post). Foi assim que nasceu este blog onde um cineasta-documentarista pretende falar sobre arquitetura.